18 de outubro de 2012

BUSCA DO AFETO

Quando você tem fome, necessita de comer um pão para saciar suas necessidades. Da mesma forma, quando você tem sede, somente bebendo água é que consegue supri-la. Mas quando você tem carência de afeto o que fazer? Será que você foi rejeitado por alguém, ou porque você teve medo de se aproximar de outra pessoa? Em ambos os casos o resultado final é o mesmo: Não estando feliz, algo dentro de você está errado. Na solidão são muito tristes as posições em que nos encontramos. “Antes só do que mal acompanhado”. Mas só é muito duro e desgastante, pois não ter com quem falar ou compartilhar seus momentos, gera uma ansiedade muito dolorida. Interrompa este estágio e busque novas companhias, e você verá que esta aventura valeu a pena. Dentre tantas anomalias, que podem nos prejudicar, a falta de afeto é uma delas. Compartilhar é dividir, e dividir é saber amar.(Gotas de Paz)

Um comentário:

  1. Conta-se que seis homens ficaram presos numa caverna

    por causa de uma avalanche de neve.

    Teriam que esperar até o amanhecer para receber socorro.

    Cada um deles trazia um pouco de lenha

    e havia uma pequena fogueira ao redor da qual eles se aqueciam.

    Eles sabiam que se o fogo apagasse

    todos morreriam de frio antes que o dia clareasse.

    Chegou a hora de cada um colocar sua lenha na fogueira.

    Era a única maneira de poderem sobreviver.



    O primeiro homem era racista.

    Ele olhou demoradamente para os outros cinco

    e descobriu que um deles tinha a pele escura.

    Então, raciocinou consigo mesmo: "aquele negro!

    Jamais darei minha lenha para aquecer um negro".

    E guardou-a protegendo-a dos olhares dos demais.



    O segundo homem era um rico avarento.

    Estava ali porque esperava receber os juros de uma dívida.

    Olhou ao redor e viu um homem da montanha

    que trazia sua pobreza no aspecto rude do semblante

    e nas roupas velhas e remendadas.

    Ele calculava o valor da sua lenha e,

    enquanto sonhava com o seu lucro, pensou:

    "eu, dar a minha lenha para aquecer um preguiçoso", nem pensar.



    O terceiro homem era negro.

    Seus olhos faiscavam de ressentimento.

    Não havia qualquer sinal de perdão

    ou de resignação que o sofrimento ensina.

    Seu pensamento era muito prático:

    "é bem provável que eu precise desta lenha para me defender.

    Além disso, eu jamais daria minha lenha para salvar aqueles que me oprimem".

    E guardou suas lenhas com cuidado.



    O quarto homem era um pobre da montanha.

    Ele conhecia mais do que os outros os caminhos,

    os perigos e os segredos da neve.

    Este pensou: "esta nevasca pode durar vários dias.

    Vou guardar minha lenha."



    O quinto homem parecia alheio a tudo.

    Era um sonhador.

    Olhando fixamente para as brasas,

    nem lhe passou pela cabeça oferecer a lenha que carregava.

    Ele estava preocupado demais com suas próprias visões

    para pensar em ser útil.



    O último homem trazia nos vincos da testa

    e nas palmas calosas das mãos

    os sinais de uma vida de trabalho.

    Seu raciocínio era curto e rápido:

    "esta lenha é minha. Custou o meu trabalho.

    Não darei a ninguém nem mesmo o menor dos gravetos".



    Com estes pensamentos,

    os seis homens permaneceram imóveis.

    A última brasa da fogueira se cobriu de cinzas e,

    finalmente apagou...



    No alvorecer do dia,

    quando os homens do socorro chegaram à caverna

    encontraram seis cadáveres congelados,

    cada qual segurando um feixe de lenha.

    Olhando para aquele triste quadro,

    o chefe da equipe de socorro disse:

    "o frio que os matou não foi o frio de fora, mas o frio de dentro".



    * * *



    Não deixe que a friagem que vem de dentro mate você.

    Abra o seu coração e ajude a aquecer aqueles que o rodeiam.

    Não permita que as brasas da esperança se apaguem

    nem que a fogueira do otimismo vire cinzas.

    Contribua com seu graveto de amor

    e aumente a chama da vida

    onde quer que você esteja.



    (autor desconhecido)

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